sábado, 27 de julho de 2013

O Arquivo Público de Uberaba vai ganhar nova sede

O prédio da antiga estação da Mogiana, no Bairro Boa Vista, está se transformando em um moderno espaço para abrigar o local.
"A ideia é concentrar tanto o arquivo permanente da Prefeitura quando o arquivo histórico a fim de que todos os trabalhos sejam concentrados no novo local como uma espécie de superintendência que cuida dessas documentações”, explicou o presidente da Fundação Cultural de Uberaba, Fábio Macioti.
O forro no teto está sendo colocado e a fiação elétrica já foi instalada. Mas ainda há muito o que fazer. “A última previsão que nós recebemos da empresa responsável pela obra seria no final de março”, contou Fábio.
Este será apenas o início de um projeto que quer levar outras entidades para o local, como a Casa do Artesão, Academia de Letras e o Museu de Imagem e Som, formando a Estação Memória. "O projeto está sendo feito com toda a tecnologia para armazenar arquivos, desde o ar condicionado até a sala de higienização. A fachada histórica do prédio também foi preservada", disse a diretora do Arquivo Público, Lélia Bruno.
Em setembro do ano passado, a Prefeitura Municipal de Uberaba assinou a Ordem de Serviço para a construção da nova sede do Arquivo Público, que está avaliada em R$ 750 mil. O Ministério da Cultura liberou uma verba de R$ 600 mil e a Prefeitura entrou com uma contrapartida de R$ 150 mil.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Direito de resposta do APEJE a nota da Revista ISTO É.


             No dia 28 de junho de 2013, na coluna de Ricardo Boechat, a Revista Isto É publicou uma matéria inverídica, conforme abaixo:

História

Absurdo
Desapareceu da gaveta do Arquivo do Estado de Pernambuco toda a documentação sobre o atentado ao Aeroporto de Guararapes, ocorrido em 1967. A explicação dos técnicos sobre o apagão histórico: “Não sabemos.”


No dia 12 de julho, o APEJE teve direito de resposta e a Revista publicou a seguinte informação:

História

Melhor assim
O Arquivo Público de Pernambuco informa ter a guarda dos inquéritos do caso Bomba no Aeroporto dos Guararapes, ocorrido em 1966. Os dois arquivos aos quais uma fonte da coluna disse não ter tido acesso estão à disposição de qualquer pesquisador, assegura a direção do órgão.


Conclusão: A competência dos profissionais do Arquivo Público de Pernambuco não ficou manchada com esta publicação. Na realidade o que falta é o conhecimento do excelente trabalho que vem sendo executado pela equipe desta Instituição. 

Arquivo Público Mineiro completa 118 anos e abre as portas para visitação.



O Arquivo Público Mineiro (APM), criado em Ouro Preto, desde 1938 ocupa belo casarão do século 19 na Avenida João Pinheiro, em Belo Horizonte. Responsável por coordenar o recolhimento de documentos produzidos e acumulados pelo Poder Executivo estadual e a documentação privada de interesse público e social, o APM tem a missão de pôr esse imenso acervo à disposição da sociedade. 

“Já ganhamos o presente que queríamos: o projeto de restauração da casa onde estamos e do anexo, onde fica o acervo”, comemora Vilma Moreira dos Santos, superintendente do APM. As obras devem ser concluídas até 2014. O projeto inclui melhorias da infraestrutura e a ampliação do espaço multimeios, que poderá funcionar como cinema. 



“É muito importante cuidar do arquivo e dar a ele instalações próprias para abrigar a documentação que conta a história de Minas Gerais”, explica Vilma Moreira. Entre os desafios do APM estão a guarda e a gestão de documentos eletrônicos, “dor de cabeça para todas as instituições arquivísticas do mundo”, afirma ela, cobrando a formação de um grupo de estudo específico para o tema.

Vilma destaca a “invisibilidade” do Arquivo Público Mineiro em Belo Horizonte, mas não culpa o público: “Talvez isso ocorra devido à natureza de nosso trabalho, à preocupação em atender prioritariamente quem nos procura e à diversidade da documentação, que exige muita atenção. Nós nos voltamos mais para a vida dentro da instituição. Quem quiser ter acesso a documentos históricos vai encontrá-los aqui”, orgulha-se. A festa para valer, brinca a superintendente, está marcada para 2015, quando o APM completará 120 anos “com casa totalmente recuperada”.

Idealizada por intelectuais de Ouro Preto, convictos de que era preciso preservar a história de Minas Gerais, a criação do APM foi proposta ao governador Crispim Jacques Bias Fortes (1847 –1917), que encampou o projeto. Está lá documentação relativa à capitania, à província e ao estado – ou seja, Minas Gerais durante os períodos colonial, imperial e republicano. 

Instituições assim são importantes para a vida de qualquer pessoa, afirma Ana Maria de Souza, historiadora e diretora de Arquivos Permanentes. “Todos têm um arquivo. Ele começa a ser formado quando a pessoa nasce, com certidão de nascimento, cartão de vacina, santinhos de primeira comunhão, contas de luz, fotografias e diplomas”, explica.

O APM recebe, basicamente, visitantes em busca de documentos para certidões; estudantes de graduação, mestrado e doutorado; e pessoas que escrevem sobre a história municipal. “Alunos das escolas de ensinos médio e fundamental também têm aparecido, à medida que fomos integrados ao circuito cultural da Praça da Liberdade. Eles poderiam vir mais. É cedo que se aprende a valorizar a memória histórica e cultural”, conclui Ana Souza.


Curiosidades 

>> O prédio que abriga o Arquivo Público Mineiro foi construído em 1897 para ser a residência do secretário de Finanças. A partir de 1910, lá funcionou a Prefeitura de Belo Horizonte. Desde 1938, é ocupado pelo APM. 

>> O acervo reúne milhares de manuscritos, impressos, mapas, plantas, fotografias, filmes, livros, folhetos e periódicos. Entre eles está um recibo assinado por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, e o documento relativo à contratação de música para culto em agradecimento a Deus pelo fracasso da Inconfidência Mineira.

>> Os temas mais pesquisados são: escravidão, cartas de sesmarias, Inconfidência Mineira, Câmara de Ouro Preto, educação pública e documentos do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) relativos a pedido de indenização por perseguição política.

sábado, 20 de julho de 2013

Curso de Graduação em Biblioteconomia a Distância

A Universidade Caxias do Sul, entidade jurídica do Direito Privado, abriu o curso de graduação em Biblioteconomia a distância (GRA000905 – Biblioteconomia).
Local: Caxias do Sul (Rio Grande do Sul).
Coordenador: Marcos Leandro Freitas Hubner - mlfhubne@ucs.br
Duração: 4 anos
Créditos: 158

Movimento Eu Amo Biblioteca, Eu Quero


O movimento “Eu Amo Biblioteca, Eu Quero” foi criado para mobilizar a sociedade e mostrar que as bibliotecas não são apenas um espaço para guardar livros. As bibliotecas devem ser espaços convidativos e, além de incentivar a leitura, precisam oferecer uma agenda cultural variada com música, cinema, dança, arte, cursos, palestras, oficinas. Elas devem possuir acervos atualizados, acesso à internet, jogos, brinquedos e também contar com uma equipe especializada para atender a comunidade. Além disso, as bibliotecas devem prestar serviços diversos que promovam a inclusão e contribuam com a formação cidadã, como, por exemplo, auxiliar na elaboração de currículo, prestar informações sobre programas sociais que sua cidade e seu estado dispõem, ensinar a navegar na internet e muito mais. Há vários tipos de bibliotecas: públicas, escolares, acadêmicas, especializadas. Todas oferecem inúmeras formas de conhecimento, cultura, arte e lazer. Exija bibliotecas de qualidade. Você tem direito!
Participe!

Reunião do Setorial de Arquivos no Ministério da Cultura


Abertura da Sessão: Marcelo Pedroso (Secretário Geral do CNPC) e
 Lúcia Velloso (Coordenadora da  Fundação Casa de Rui Barbosa)  

Representante da
Região Sudeste
Representante da Região
 Norte
Representante da Região
Nordeste
Representante da Região
 Sul



Colegiado Nacional do Setorial de Arquivos

A Reunião do Colegiado Nacional do Setorial de Arquivos aconteceu em Brasília no Edifício Parque Cidade Corporate,  entre os dias 17 e 18 de julho. Na pauta o Regimento Interno do Colegiado e o Plano Setorial de Arquivos. Houve a apresentação pelo Minc da metodologia para elaboração do plano e depois a abertura dos debates com o Colegiado sobre a definição de estratégias para elaboração. O cronograma de trabalho do colegiado foi definido e um relatório final foi apresentado ao Minc.
Além do Colegiado estava presente uma representante da Biblioteca Nacional e uma representante do Ministério da Cultura.

Os trabalhos do grupo continuarão por uma plataforma virtual e em 2014 será apresentado para a sociedade um esboço desde Plano.



quarta-feira, 10 de julho de 2013

Reunião da Rede Memorial de Pernambuco no APEJE

















A Rede Memorial de Pernambuco se reuniu no Arquivo Público para discutir ações que serão implantadas em 2013. Estavam presentes na reunião: Marcos Galindo da UFPE,  Betty Malta da FUNDAJ, Mário Gouveia da FUNDARPE, Mônica Pádua e Gabriela Severien do Memorial de Justiça, Hugo Coelho do Instituto Ricardo Brennand e Pedro Moura, Sandra Veríssimo, Camila Leandro e André Tognoli do Arquivo Público.

Minicurso de Conservação Preventiva

O Arquivo Público de Pernambuco ofereceu entre os dias 09 a 11 de julho, mais um minicurso para os profissionais dos arquivos municipais, este contemplou as prefeituras de Camaragibe, Paudalho, João Alfredo, Gravatá, Limoeiro, Pesqueira, Recife (Sec Mun. de Educação) e a Arquidiocese de Olinda e Recife. O capacitador é o Professor Clodomir Campello - Chefe do Laboratório do APEJE e hoje foi o dia de conhecer as rotinas e a organização dos acervos do prédio anexo.

Prof. Emerson apresentando os manuscritos
Prof. Hildo palestrando com os participantes


Prof Artur apresentando a iconografia/cartografia
setor da iconografia/cartografia


Prof. Vlademir apresentando a rotina de higienização e acondicionamento


Prof. Vlademir e Prof. Josinaldo apresentando
os EPI`s.
Prof. Diogo apresentando o acervo DOPS


Os participantes do minicurso com Sandra Veríssimo e Clodomir Campello 

Entrevista com Pesquisadora

Nome: Erika Helgen
Profissão: Estudante de doutorado no departamento de História, Universidade de Yale

1. O que você pesquisa?

Eu pesquiso a história religiosa nordestina na primeira época de Getúlio Vargas (1930-1945). É uma pesquisa bem ampla: me interessa muito a religiosidade popular, as santas missões, e, o que mais importa para meu trabalho aqui no Arquivo Público, a confluência de religião e política.

2. Quando iniciou sua pesquisa?

Cheguei no Brasil para iniciar a pesquisa arquivística em janeiro, mas comecei a desenvolver meu projeto há dois anos.

3. Qual a importância do Arquivo Público na sua pesquisa?

O Arquivo Público tem sido uma fonte fundamental para minha pesquisa. É uma maneira ótima de ver como a religião e a política se interagiram. Não só documenta a atitude do governo diante das instituições e individuais religiosas, mas também mostra os momentos em que a religiosidade do povo decide (ou está obrigada a) se fazer presente nos olhos do governo, e no espaço público da sociedade em geral. 

4. Além do Arquivo, onde você pesquisa?

Além do Arquivo Público, eu estou pesquisando principalmente nos arquivos religiosos - os das igrejas locais, faculdades religiosas, arquidioceses, e várias outras instituições. 

5. Sua pesquisa já está próxima de ser concluída?

Ainda falta bastante tempo -- vou ficar aqui no Brasil, pesquisando, até dezembro de 2013. Depois volto para os Estados Unidos, onde escreverei a tese.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Arquivo Público Estadual realiza “Inventário dos Acervos Documentais” em Corumbá






O Arquivo Público Estadual, órgão da Fundação de Cultura do governo do Estado, realizou entre os dias 27 e 29 de junho em Corumbá mais uma etapa do projeto "Inventário dos Acervos Documentais da História dos Municípios e do Estado de Mato Grosso do Sul". Forão realizados levantamentos e assessorias em instituições públicas municipais e federais da cidade.
A equipe é formada pelas historiadoras Lira Dequech e Áurea Coeli do Arquivo Público Estadual e pelo bibliotecário Fábio Queirós, da Biblioteca Pública Estadual "Isaias Paim", que dará assessoria específica à biblioteca da Casa de Cultura Luis Albuquerque nesta etapa.
O projeto visa registrar, através de inventário, documentos considerados de conteúdo histórico em todo o Estado de Mato Grosso do Sul, desde a fundação da primeira Vila aos registros das gestões atuais.
Com o trabalho de reorganização e salvaguarda dos documentos, o Arquivo Público pretende estimular a adoção de políticas de preservação dos bens patrimoniais, como a criação de Arquivos Municipais ou outro equipamento cultural cabível, bem como a produção historiográfica regional.
O Inventário dos Acervos Documentais da História dos Municípios e do Estado de Mato Grosso do Sul pretende ainda abranger os documentos do Poder Executivo e Legislativo, com precedente para algum acervo particular que se tenha notícia e que seja importante na formação da história do município ou Estado.
"Após inventariar a massa documental, registrar e publicar a relação do material levantado, os documentos serão revelados ao público e a responsabilidade de guarda assumirá um peso maior. Acredito que esta ação irá garantir uma atitude de preservação dos acervos", explica Lira Dequech, coordenadora do projeto.
Serviço
O Arquivo Público Estadual fica no Memorial da Cultura, que fica na avenida Fernando Correa da Costa, 559, no Centro. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (67) 3316-9167 ou 3316-9139.