quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Notícias do Colegiado Setorial de Arquivos do CNPC


Aberta Consulta Pública sobre o Plano Setorial de Arquivos
O Colegiado Setorial de Arquivos concluiu a minuta do Plano Setorial de Arquivos, integrante do Plano Nacional de Cultura.
Assim, seguindo as orientações do MinC e visando o mais amplo debate possível, lançamos uma consulta pública sobre a minuta do plano aprovada pelo Colegiado Setorial de Arquivos.
A Consulta Pública do Plano Setorial de Arquivos está na plataforma Cultura Digital, aberta até o dia 05 de dezembro, e pode ser acessada no endereço:http://culturadigital.br/arquivo/.
Convidamos todos a contribuir com o fortalecimento e o aperfeiçoamento do Plano Setorial de Arquivos.
Não deixe de participar da Consulta Pública até 05/12!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

ENCONTRO NO MEMORIAL DA JUSTIÇA DO TJPE

O Memorial da Justiça/TJPE e a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria da Mulher, convidam V.S.ª para participar do 2º ENCONTRO - MUSEU E EDUCAÇÃO.
O evento acontecerá nos dias 4 e 5 de novembro, às 13h, no Memorial da Justiça de Pernambuco. Serão realizadas duas rodas de diálogo que terão como foco o tema Museu, Escola, Turismo e Gênero.
Caso queira participar, preencha a ficha de inscrição anexa e envie, até o dia 3 de novembro, para o e-mail: memorial.educativo@tjpe.jus.br.

Equipe do Núcleo Educativo
Memorial da Justiça/TJPE
81 31819445
Endereço: Av. Alfredo Lisboa, s/nº Bairro do Brum, Recife - PE


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Estação de trem de Paudalho reabrirá como Arquivo Público Municipal

O prédio da antiga Estação de Paudalho, restaurado pelo Iphan, preserva as mesmas cores na fachada e a coberta de telha canal / Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

O prédio da antiga Estação de Paudalho, restaurado pelo Iphan, preserva as mesmas cores na fachada e a coberta de telha canal

Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem









O último trem que partiu de Mari, na Zona da Mata paraibana, com destino a Pernambuco, deixou Terezinha na Estação de Paudalho. O ano era 1977 e a moça, carregando uma mala, tinha fugido de casa para encontrar o namorado. Desativada e sem uso, a esplanada que serviu de cenário para os sonhos de Terezinha se deteriorou. Só agora, viúva e avó, ela vê o prédio restaurado.
Aberta ao tráfego em 1881, a Estação de Paudalho, na Mata Norte do Estado, foi recuperada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mantendo as características do século 19. No local, funcionará o Arquivo Público da cidade. “Vamos firmar um termo de cessão provisória, dando à prefeitura o direito de ocupar a edificação”, diz o superintendente do Iphan, Frederico Almeida.


É a primeira estação do patrimônio ferroviário de Pernambuco a reabrir com essa atividade, informa o historiador Severino Ribeiro, do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano. O acervo, que estava fechado em caixas, já está higienizado, classificado e pronto para a mudança.
“Bom mesmo, seria a linha férrea ser reativada e a estação voltar a receber passageiros. Mas é melhor ter o arquivo do que o prédio se acabar, como está acontecendo em outros cantos”, declara Terezinha Olindina Paulo de Lima, 65 anos, a paraibana que trocou Mari por Paudalho, há 37 anos. “O trem fez muita falta quando parou de rodar.”
Zeladora na Igreja de Santa Tereza d’Ávila há 23 anos, Terezinha conheceu o futuro marido nas viagens de trem de Mari para o Santuário de São Severino dos Ramos, vilarejo de Paudalho que contava com uma estação ferroviária. Entre uma reza e outra, a romeira apaixonou-se pelo retratista da festa. Depois de quatro anos de namoro, no vaivém da estrada de ferro, largou a família para viver com o rapaz.
“Fiz a última viagem do trem para Paudalho, saindo de Mari. A locomotiva que me trouxe, voltou para a Paraíba e nunca mais retornou”, conta. A Estação de São Severino tampouco existe mais. Do lugar que testemunhou a paixão de Terezinha e Erivaldo José de Lima resta apenas a plataforma de embarque e desembarque de passageiros. As margens dos trilhos são tomadas por barracas de comerciantes.
Fonte:  http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia/2014/10/25/estacao-de-trem-de-paudalho-reabrira-como-arquivo-publico-municipal-152794.php

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Oficina 2014 - Memória do Mundo pela UNESCO

O Programa Memória do Mundo da UNESCO - Preservação do Patrimônio Documental - EDITAL 2014 será ministrada pelo Arquivo Público do Ceará.

Instituições alvo: Arquivos, bibliotecas e Museus

Data: 05 de junho de 2014

Local: Auditório do SECULT-CE Vagas: 50 (limitadas)

Horário: de 8:00 as 12:00 e de 14:00 as 17:00

Inscrições: de  21/05 a 03/06
Rua Senador Alencar, 348 ou telefone: (085) 3101 2615

 



 

 


terça-feira, 15 de abril de 2014

Museu Imperial ganha certificado da Unesco para fotos tratadas em parceria com a Funarte

A Coleção Sanson de fotografias, pertencente ao acervo do Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ) foi contemplada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), com o certificado do programa Memória do Mundo, no dia 27 de março, quinta-feira, no Arquivo Nacional – Rio de Janeiro. Mais de dois terços das peças do acervo premiado foram tratadas graças ao treinamento fornecido pelo Centro de Conservação e Preservação Fotográfica (CCPF) da Fundação Nacional de Artes – Funarte. O Centro também reproduziu as imagens, em negativo fotográfico.
O conjunto de fotos do início do século XX, foi incluído pela Unesco no Registro Nacional do Brasil, como patrimônio cultural brasileiro.
O trabalho, supervisionado pelo CCPF/ Funarte, foi realizado com 999 imagens, parte do conjunto de 1.374 positivos estereoscópicos em vidro da coleção, cujas peças datam do período de 1900 a 1930. No sistema utilizado nas chapas, as imagens estereoscópicas eram produzidas em pares de fotos de uma mesma cena, que, vistos ao mesmo tempo num visor binocular apropriado, produzem a ilusão da tridimensionalidade. O tratamento das fotografias, concluído em 2009, envolveu o treinamento, por parte do CCPF de uma servidora do Museu Imperial, Maria Isabel Ribeiro Lenzi, e foi realizado com o acompanhamento técnico e a supervisão permanente desse centro da Funarte. As imagens foram reproduzidas em negativos pelo servidor da Fundação Richam Samir Sobh.
A coleção, que reúne trabalhos do fotógrafo amador Octávio Mendes de Oliveira Castro, retrata a vida doméstica e privada de uma família aristocrática, com seus passeios, viagens e eventos sociais. Isso se junta a registros de importantes eventos, ocorridos no Rio de Janeiro, como a grande Exposição Nacional (1908) e a Exposição Internacional (1922), além de documentar transformações arquitetônicas do Rio de Janeiro, como a construção de praças e edifícios, bem como e a abertura de estradas de ferro e de rodagem em diferentes partes do país.
“Celebramos essa parceria com o Museu Imperial, importante para a preservação do patrimônio cultural brasileiro, com a realização do tratamento de conservação fotográfica da Coleção Sanson. Parabenizamos as equipes envolvidas”, assinala Sandra Baruki, coordenadora do CCPF/Funarte.
Sobre a coleção e sobre a estereoscopia
Octávio Mendes de Oliveira Castro era filho do barão de Oliveira Castro, industrial e figura proeminente do Império do Brasil, e genro do renomado engenheiro João Teixeira Soares, responsável por inúmeras construções de estradas de ferro. O fotógrafo teve o privilégio de observar e documentar as realizações de seu sogro, bem como as propriedades da família, com suas edificações, festejos, empregados e animais; as viagens no Brasil e no exterior; os eventos cívicos, políticos e religiosos; o desenvolvimento urbano e, principalmente, a vida social, com seus hábitos e costumes no início do século XX. “A ‘Coleção Sanson’ documenta a natureza exuberante do país e o desenvolvimento arquitetônico, urbanístico e paisagístico de diversas cidades do Brasil e do exterior sob o olhar sensível de um apaixonado fotógrafo amador”, descreve o Museu Imperial. O acervo foi doado à instituição, em 2005 e em 2009, pelo casal Luiz Alberto de Sanson e Maria Lúcia David de Sanson, descendentes do autor.
As chapas estereoscópicas da coleção foram criadas através do sistema Verascope, um equipamento padronizado, que integrava o filme em chapa de vidro, a câmera e o visor estereoscópico, lançado em Paris (FR), em 1893. O Museu Imperial acrescenta que “As chapas têm um valor excepcional pelo pioneirismo técnico que possibilitou a popularização da fotografia no Brasil e no mundo, tornando-se um objeto de pesquisa”.
Sobre o acervo, o Museu Imperial e as premiações da instituição
Os pesquisadores podem ter acesso aos documentos no Arquivo Histórico do Museu Imperial. As consultas devem ser agendadas com, no mínimo, dois dias de antecedência pelo e-mail mimp.arq.historico@museus.gov.br ou pelos telefones (24) 2233-0327 e 2233-0315. Parte da coleção também pode ser consultada no site www.museuimperial.gov.br, no link do Projeto DAMI (Digitalização do Acervo do Museu Imperial).
Pela primeira vez uma instituição brasileira é agraciada com registros nos três níveis do Memória do Mundo. O Museu Imperial/Ibram recebeu certificado para as obras: Coleção Sanson, no Registro Nacional; A Guerra da Tríplice Aliança: representações iconográficas e cartográficas, no Registro Regional (América Latina e Caribe) – em candidatura conjunta, com mais oito instituições; e o Conjunto documental relativo às viagens do imperador d. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo, no  Registro Internacional, equivalente ao prêmio de Patrimônio da Humanidade. É a primeira vez que uma instituição brasileira é agraciada com registros nos três níveis do Programa, em um mesmo ano.
Fonte:http://www.funarte.gov.br/artes-integradas/museu-imperial-ganha-certificado-da-unesco-para-fotos-tratadas-em-parceria-com-a-funarte/